Transdisciplinaridade em projetos de lançamento de foguetes
28/03/2026 , Garagem

O trabalho teve como objetivo contemplar os conhecimentos científicos construídos por alunos da
Educação Básica que confeccionaram foguetes de garrafa PET para lançá-los através da pressurização de água, reação química com bicarbonato e vinagre, propelente solido e dois estágios com o objetivo principal de buscar o maior alcance. O trabalho ganhou significado a partir da compreensão do papel histórico e político na integração entre conhecimentos diversos, identificando elementos que transcendem o currículo comum e tradicional, onde o aluno interage com a prática, revê conceitos e aprimora sua visão de mundo e realidade. Ao longo dos experimentos, os alunos tiveram que pesquisar sobre conceitos de aerodinâmica, reações químicas, relação pressão e volume de gases, resistência de materiais e trocas de energias, além dos estudos sobre Guerra Fria, corrida espacial e desenvolvimento técnico-científico. Algumas equipes se inscreveram em competições, obtendo ótimos resultados, foram alcançados recordes nacionais e foram desenvolvidas várias tecnologias que contribuiram para este tipo de atividade no Brasil.

Coordenador de ensaios e pesquisa. Professor de física, química, robótica e afins.

Edvaldo Aparecido Milan é educador e idealizador de projetos voltados à promoção da educação científica no Brasil, com atuação na integração entre ciência, tecnologia e aprendizagem prática. Sua trajetória é marcada pelo desenvolvimento de iniciativas que aproximam estudantes da investigação científica por meio de metodologias ativas, cultura maker e abordagens interdisciplinares.

É criador da AMERIFOG – Copa Americanense de Foguetes, evento educacional que reúne estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior em atividades de construção e lançamento de foguetes experimentais com materiais acessíveis, como garrafas PET. Inspirado por experiências na Jornada de Foguetes, passou a dedicar-se à disseminação da educação científica prática em sua região.

Além da organização da AMERIFOG, atua na formação de estudantes e professores por meio de oficinas e projetos experimentais que aproximam teoria e prática, incentivando o pensamento científico, a criatividade e o protagonismo estudantil.